Nos últimos anos, dezenas de cidades europeias tomaram uma decisão que parecia radical e hoje se afigura óbvia: devolver a rua às pessoas. A bicicleta está no centro dessa mudança — e os números explicam porquê.
De Sevilha a Copenhaga, de Paris a Utreque, a aposta em redes cicláveis contínuas e seguras deixou de ser uma bandeira ambiental para se tornar uma política de saúde pública, de economia local e de qualidade de vida. É essa transformação que a Bikes Summit vem debater a Matosinhos.
O que muda quando uma cidade pedala
A evidência internacional é consistente. Onde se investe em infraestrutura ciclável, os efeitos multiplicam-se para além do trânsito:
- Saúde: mais atividade física diária, menos doenças cardiovasculares e menos dias de baixa;
- Economia: o comércio de rua beneficia — quem anda de bicicleta pára, entra e compra mais vezes;
- Ambiente: menos emissões, menos ruído e ar mais limpo para todos;
- Equidade: a bicicleta é o meio de transporte mais democrático que existe.
“Sevilha construiu 80 km de ciclovias em poucos anos e multiplicou por onze o número de ciclistas. Não é magia — é vontade política.”
E Portugal?
O país tem dado passos importantes, das ciclovias urbanas às ecopistas que aproveitam antigas linhas de comboio. Matosinhos, com a sua orla atlântica ciclável, é um dos exemplos de como o litoral pode ligar mobilidade, lazer e turismo. Há muito por fazer — e é precisamente sobre esse caminho que se vai falar na Cimeira.
Sete eixos temáticos, dois dias, uma pergunta central: como queremos mover-nos na próxima década? Veja o programa e junte-se à conversa.
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